terça-feira, 12 de julho de 2011

alimentação, saúde, beleza

Alimentação x Estética


Muitos são os problemas estéticos que incomodam mulheres e homens. Dentre estes estão a flacidez, estrias, celulite, gordura localizada e envelhecimento cutâneo. A boa notícia é que, por meio da escolha de um estilo de vida saudável e uma alimentação balanceada, podemos previnir e amenizar muitos destes problemas.
Saiba um pouco mais:

ENVELHECIMENTO CUTÂNEO

O envelhecimento da pele ocorre devido a fatores genéticos e a fatores ambientais, sendo que a alimentação é a opção mais facilmente modificável, que pode auxiliar a combater os radicais livres produzidos pelo estresse do nosso dia-a-dia.
O envelhecimento cutâneo pode ser prevenido através do controle da exposição solar, consumo de álcool moderado, dieta rica em antioxidantes, fibras dietéticas e hidratação satisfatória. Com a alimentação adequada, nossas células irão receber os nutrientes que vão neutralizar a ação negativa dos radicais livres produzidos por qualquer causa, seja pela poluição, excesso de atividade física, estresse, ou mesmo os danos provocados pelos radicais produzidos normalmente pelo nosso organismo.



FLACIDEZ

Ganho de peso, sedentarismo, fumo e dietas radicais desequilibradas são algumas causas da flacidez. Para a prevenção, deve-se evitar grandes oscilações de peso e manter uma dieta balanceada e nutritiva com alimentos protéicos de boa qualidade (carnes magras, aves, peixes, queijos brancos, leite desnatado, iogurte) e líquidos (água, sucos naturais, água de coco e chás).
Para acabar com a flacidez é necessário estar com o peso adequado, pois a gordura em excesso é armazenada como tecido adiposo em várias partes do corpo.
A solução está em manter o peso ideal, seguir uma dieta adequada e praticar exercícios para o enrijecimento dos músculos.


CABELOS

Para ter cabelos bonitos, evitando a queda e o enfraquecimento dos fios, é necessário ter uma alimentação bem colorida, onde você estará consumindo vitaminas e minerais na dose certa. Uma alimentação rica em vitamina A e complexo B, minerais zinco e selênio, além de ácidos graxos essencias é fundamental. Por isso consuma alimentos integrais (como aveia, centeio, cevada, arroz integral), frutas, frutas oleaginosas, legumes, soja, leite e derivados.
Dietas radicais, pobres em proteínas, vitaminas e minerais dificultam o crescimento dos fios e acarretam na perda do brilho e da força dos cabelos.


UNHAS

Unhas saudáveis são fortes, lisas e com um tom rosado. Para que elas estejam assim, procure consumir alimentos ricos em proteínas como carne vermelha, aves, peixes. Sempre optando por carnes de composição magra. Não deixe também de consumir alimentos ricos em cálcio, como: leite, queijo, iogurte e também vegetais e cereais integrais contemplando a sua alimentação com o aporte adequado de  vitaminas e minerais.


CELULITE

A causa da celulite pode ser por diversos fatores ou pelo conjunto deles: sedentarismo, estresse, fumo, hábitos alimentares inadequados, problemas circulatórios, alterações hormonais, entre outros. Estar acima do peso faz com que piore o quadro da celulite, por isso procure manter seu peso ideal.
Uma alimentação à base de frutas, legumes, verduras, carnes magras e cereais integrais, boa hidratação, além de manter um bom funcionamento e saúde intestinal podem colaborar e muito para prevenção e tratamento destes furinhos indesejáveis. Já doces, frituras, bebida alcoólica e alimentos industrializados, que contém muito sódio e conservantes, devem ser evitados, já que agravam a aparência da celulite. Lembre-se a prática de exercício físico é fundamental.


ESTRIA

A prevenção pode ocorrer através da hidratação da pele, controle de alterações de peso, chamado de “efeito sanfona” e  por uma dieta equilibrada. Os tratamentos visam amenizar a aparência das estrias e envolvem ácido retinóico e procedimentos como peelings, além de dieta hipogordurosa e terapia nutricional antioxidante.

Fonte:  Manual de Atendimento em Nutrição e Estética, 2ª edição, 2011 - IPGS
 

terça-feira, 5 de julho de 2011

Alimentação Detoxicante


O que é Detoxificação do Organismo?

Detoxificação é qualquer processo para a eliminação de substâncias consideradas tóxicas ao organismo, que ocorre em todas as células do corpo, mas principalmente nas do fígado e do intestino. As principais vias de eliminação das toxinas são pela urina, fezes, suor.


Acumulamos muitas toxinas no nosso corpo, que estão presentes nos alimentos, no ar, na água e no ambiente em que vivemos. Estas toxinas podem gerar danos ao organismo de maneira cumulativa, podendo alterar nosso processo metabólico normal.
As principais fontes de intoxicação são os metais tóxicos, como o chumbo das soldas das latas, canos de cobre, alumínio de utensílios de cozinha, mercúrio das amálgamas, peixes contaminados com mercúrio, tintas a óleo e cosméticos, materiais de limpeza (formaldeído, tolueno, benzeno), medicamentos, álcool, pesticidas, herbicidas, aditivos alimentares, entre outros.
Atualmente, alguns sintomas de saúde vem sendo associados com intoxicação, ainda que sejam moderados, tais como: dores de cabeça, fadiga, dores musculares, indigestão, tremores, constipação, anemia, tonturas e até mesmo depressão.

O processo de detoxificação:

1- Remover da alimentação diária alimentos e bebidas que comumente contêm toxinas e alérgenos alimentares: peixes contaminados, glúten, álcool, leite de vaca, carne vermelha, açúcar e  amendoim.

2- Prover: uma dieta alimentar que supra as necessidades básicas de cada indivíduo. Ao contrário do que algumas pessoas acreditam, o jejum não é indicado, pois neste estado o organismo libera corpos cetônicos, dando ainda mais trabalho ao fígado. Também é importante oferecer aminoácidos e vitaminas essenciais para garantir o bom funcionamento deste órgão.
Alguns dos nutrientes envolvidos na detoxificação são: tiamina (vit. B1), riboflavina (Vit. B2), niacina (vit. B3), cianocobalamina (vit. B12), ácido fólico, flavonóides, fosfolipídios, vitamina C, glutationa, aminoácidos de cadeia ramificada, magnésio e enxofre. Além desses, aminoácidos como a metionina são essenciais, pois estão envolvidas no processo de formação da glutationa, que apresenta importantes funções antioxidantes e detoxificantes.

3- Hidratação: é extremamente importante para promover a eliminação dos produtos biotransformados, possibilitando a eliminação mais eficiente dos compostos tóxicos que se tornam hidrossolúveis.

A dieta detoxificante deve conter:
- Alimentos como chá verde, preto, água de coco, alecrim, alho e cebola, frutas cítricas, frutas vermelhas, oleagenosas, cereais integrais, leguminosas, peixes e alimentos orgânicos.


- As brássicas, como brócolis, couve-de-bruxelas, repolho, couve-flor e couve.

- Produtos integrais (massa, arroz, biscoitos, torradas, pães).

- Os flavonóides, como quercetina (maça, cebola e brócolis) e rutina (limão, laranja e uvas), são antioxidantes que reduzem a formação de radicais livres.

- A curcumina, presente no açafrão da terra, apresenta potentes efeitos antioxidantes, antiinflamatórios e antimutagênicos.

 
Orientações gerais para o processo de detoxificação:


- Consumir sempre que possível alimentos orgânicos (livres de agrotóxico).

- Cuidar da higiene dos alimentos.

- Na impossibilidade de consumir alimentos orgânicos, preferir produtos de época, que requerem menores quantidades de agrotóxico.

- Evitar produtos industrializados, enlatados e comidas congeladas.

- Evitar temperos prontos que possuem na sua composição glutamato monossódico.

Proibidos e liberados
Veja os alimentos que você pode ou não comer sem culpa...

 
Sinal verde
· Abacaxi    · Acelga   · Berinjela   · Beterraba   · Cavalinha   · Cenoura          · Chá verde   · Chuchu   · Erva-doce   · Espinafre   · Gengibre   · Hortelã         · Maçã   · Maracujá   · Melancia   · Melão   · Pêra   · Pepino   · Rúcula            · Salsão   · Uva
Sinal vermelho
· Azeitona   · Bacalhau   · Batata frita   · Carne vermelha   · Carne-seca   · Catchup        · Embutidos   · Enlatados   · Fritura   · Mortadela    · Mostarda  · Pães e bolos . fermentados   · Palmito em conserva   · Patê muito temperado · Presunto   · Picles   · Pipoca salgada   · Queijos amarelos   · Salame  · Salgadinho ·  Sopa pronta (rica em sódio)

RECEITA: Suco Detox
Ingredientes:
1 colher de sobremesa de hibisco seco (encontrado em casa de produtos naturais)
1 folha de couve
1 cenoura cortada em rodelas
1 colher de chá de lêvedo de cerveja
1 laranja descascada e cortada em pedacinhos
1 colher de chá de mel
1 cubo de gelo
Modo de Preparo:
Ferva uma xícara de água, desligue o fogo e acrescente o hibisco. Deixe em infusão por 5 minutos; Coe e bata no liquidificador com os demais ingredientes; Coe novamente e sirva imediatamente.
Rendimento: 1 copo com 85 calorias
 A implementação da dieta detoxificante deve ser feita de maneira progressiva, e tem duração média de 3 a 4 semanas, com acompanhamento nutricional. 

Referências: Nutri Essencial Consultoria em Nutrição;
 http://idmed.uol.com.br/Nutrição/Alimentação/detoxificacao-hepatica.html

sexta-feira, 1 de julho de 2011

VITAMINA D

A vitamina D (ou calciferol) é uma vitamina que promove a absorção de cálcio (após a exposição à luz solar), essencial para o desenvolvimento normal dos ossos e dentes, atua também no sistema imune, no coração, no cérebro e na secreção de insulina pelo pâncreas, outras ações desta vitamina estão sendo estudadas.

 É uma vitamina lipossolúvel obtida a partir do colesterol como precursor metabólico através da luz do sol, e de fontes dietéticas.

Funcionalmente, a vitamina D atua como um hormônio que mantém as concentrações de cálcio e fósforo no sangue através do aumento ou diminuição da absorção desses minerais no intestino delgado.

As fontes naturais de vitamina D em alimentos são:


- Óleos de fígado de peixe (principalmente bacalhau) e os peixes de água salgada, tais como as sardinhas, o arenque, o salmão e a sarda.
- Os ovos (gema), carne, leite e a manteiga também contêm pequenas quantidades.
- As plantas são fontes fracas e a frutas secas não têm qualquer vitamina D.



Deficiência de vitamina D

A deficiência de vitamina D é causada sobretudo pela falta de exposição à luz solar e não tanto com vitamina D na dieta. Por isso é importante tomar sol nos horários recomendados (antes das 10:00 e após as 16:00) para obter os benefícios desta vitamina e também evitar o uso de protetor solar nestes horários.
O risco de deficiência de vitamina D é mais elevado entre as crianças e os idosos, especialmente aqueles com baixa exposição à luz solar. Em prematuros e bebês com baixo peso, as funções hepáticas e renais podem ser inadequadas para um metabolismo ótimo da vitamina D e o leite humano é uma má fonte de vitamina D. Nos idosos as restrições alimentares são um fator de risco adicional, além de haver uma menor produção de vitamina D pela pele.
Pessoas com doenças que afetam o fígado, os rins e a glândula tiróide ou a absorção de gorduras, os vegetarianos, os alcoólicos e os epilépticos em terapia de longa duração de anticonvulsionantes, bem como as pessoas que estão retidas em casa, têm um maior risco de deficiência.
* A deficiência de vitamina D durante a gravidez pode causar osteomalácia na mulher, onde se desenvolve ossos fracos e moles e raquitismo no feto, que se manifesta com atraso no fechamento da moleira nos recém-nascidos, desmineralização óssea, as pernas tortas e outros sinais relacionados com estrutura óssea.

Dose Diária Recomendada (DDR)

É difícil estabelecer uma DDR para a vitamina D, dada influência da exposição ao sol. Pessoas saudáveis, com exposição regular ao sol e sob condições apropriadas não têm necessidades de suplementação de vitamina D.

Para casos que necessitam de suplementação o Comitê de Alimentação e Nutrição do Conselho Nacional de Investigação Americano, recomenda uma ingestão diária de 5 mg (200 IU) para adultos, 7,5 mg (300 IU) para bebê com menos de 6 meses e 10 mg (400 IU) para crianças com mais de 6 meses, grávidas e mães a amamentar. Um suplemento diário de 5 – 7,5 mg (200 – 300 IU) é recomendado para bebês alimentados com leite materno que não tenham exposição ao sol. Estes valores podem variar conforme a necessidade do paciente.


Receita Funcional
TORTA DE SARDINHA
Ingredientes da Massa:
2 xícaras de leite desnatado
1/2 xícara de óleo de canola
4 ovos inteiros
3 xícaras de farinha de trigo integral
1 colher (sopa) de fermento em pó
4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
Para o recheio:
1 lata grande de sardinha em conserva de óleo (escorrida)
1 colher (sopa) de óleo de canola
1 cebola média picada
3 dentes de alho picado
2 tomates grandes picados
½ xícara de azeitonas verdes picadas
Modo de preparar:
Massa:
Bata no liquidificador todos os ingredientes até obter uma massa homogênea e reserve
Recheio:
Em uma tigela misture todos os ingredientes. Coloque em uma travessa untada, metade da massa e cubra com o recheio e por cima espalhe o restante da massa. Asse em forno pré-aquecido por mais ou menos 40 minutos.

WILMORE, Jack H.; COSTILL, David L. Fisiologia do Esporte e do Exercício. São Paulo: Manole, 2001
Site: www.vitaminas.bayer.pt







sexta-feira, 24 de junho de 2011



MELATONINA –
 Hormônio Rejuvenescedor


A Melatonina é um neuro-hormônio, conhecido como o hormônio da "manutenção do tempo", é secretado naturalmente pelo corpo durante a noite. Ele é uma espécie de sinal biológico para a chegada da noite, permitindo que o organismo sincronize seu funcionamento com o passar do dia e da noite. Esse hormônio é produzido a partir do momento em que fechamos os olhos. Na presença de luz, entretanto, é enviada uma mensagem neuro-endócrina bloqueando a sua formação, portanto, a secreção dessa substância é quase exclusivamente determinada por estruturas fotossensíveis, principalmente a noite.
Outro ponto a ser considerado é que a produção da melatonina varia ao longo do nosso desenvolvimento, a maior concentração de melatonina ocorre durante a infância, caindo rapidamente antes do início da puberdade e sofrendo nova queda acentuada durante a vida adulta. Dessa forma, postula-se ainda que a melatonina teria papel importante durante o ciclo da vida, ou seja, no crescimento, no desenvolvimento e amadurecimento, bem como no processo de envelhecimento.

O declínio da produção de Melatonina pode ter várias causas, entre elas: desnutrição, interação de drogas e medicamentos, stress e como já citado o envelhecimento.
Efeitos benéficos da melatonina
Os cientistas já relataram vários efeitos benéficos da melatonina, incluindo seu papel como anti-aiging, por estimular a produção de GH (hormônio do crescimento), também pela sua ação antioxidante (proteção celular), antidepressivo e como coadjuvante em problemas relacionados ao sono. Também há estudos em andamento sobre a sua função no combate e prevenção da obesidade.
Outra função atribuída à melatonina, através da administração suplementar é na recuperação de neurónios afectados pela doença de Alzheimer e por episódios de isquemia (como os resultantes de acidentes vasculares cerebrais).
Como suprir a falta de Melatonina no organismo?
A melatonina existe em pequenas quantidades em frutos e vegetais como a cebola, a cereja e a banana, em cereais como o milho, a aveia e o arroz, em plantas aromáticas como a hortelã, a verbena, a salva e o tomilho, e no vinho tinto. No Brasil a suplementação de melatonina ainda é proibida.


...Então procure dormir em um ambiente tranquilo com pouco som e sem claridade, para assim, ocorrer a secretação da melatonina!!

Artigo Científico: Efeitos da melatonina no sistema genital feminino: breve revisão - Carla C. Maganhin; Adriana Aparecida Ferraz Carbonel; Juliana Halley Hatty; Luiz Fernando Portugal Fuchs; Itamar Souza de Oliveira-Júnior; Manuel de Jesus Simões; Ricardo S. Simões; Edmund C. Baracat; José Maria Soares-Jr

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Alimentação na Infância


Uma alimentação saudável garante um desenvolvimento físico e intelectual correto, prevenindo distúrbios nutricionais como a anemia, desnutrição e obesidade, além de osteoporose, hipertensão e diabetes tipo 2 na idade adulta.


Podemos classificar a nossa alimentação em três grupos principais:
  • Energético: são os alimentos que tem como principal função de fornecer energia, essencial para esta fase de crescimento, e importante para que possamos realizar todas as atividades do dia
  • Construtor: são alimentos que tem como principal função fornecer estrutura para nosso corpo. Eles são responsáveis pela formação das unhas, cabelos, músculos, pele, na cicatrização de machucados, além de outros nutrientes importantes como o ferro, importante para nos manter fortes e saudáveis.
  • Regulador: são os alimentos que fornecem as vitaminas e os minerais que nosso organismo precisa. Nos ajuda a evitar gripes, resfriados e infecções. Além disso, este grupo de alimentos possui também as fibras, necessárias para o bom funcionamento do intestino.

Siga esta dica:

Divida o prato em quatro partes:

-
A primeira deve ter carboidratos simples, que vão dar energia de maneira rápida. Arroz, batata, macarrão, aipim.
-
A segunda deve ter carboidratos complexos, que vão demorar mais para serem digeridos e vão dar saciedade: legumes e verduras.
-
A terceira deve ter proteína animal: dê preferência a carnes magras e sem muita gordura no preparo, como bife magro, peito de frango, filé de peixe.
-
A quarta deve ter proteína vegetal: grãos como feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha.
Lembre-se:


- Os alimentos devem ser oferecidos à criança para que ela aprenda a gostar. Se houver recusa no primeiro contato, deve-se insistir em outras vezes, pois novos alimentos têm  sabores diferentes e, às vezes, promovem "caras-feias", mas com o decorrer do tempo o sabor passa a ser apreciado pela criança.
- Apresente apenas um alimento novo a cada refeição, junto com os outros que seu filho já está habituado. Assim fica mais fácil experimentar. E faça esta apresentação no início da refeição, quando a fome é maior. Converse com ele sobre o alimento novo, explique de onde veio, conte uma história, enfim, desperte a sua curiosidade.
- Ofereça o leite para a criança duas horas antes ou após as principais refeições (almoço e jantar). O cálcio (presente no leite) diminui a absorção do ferro contido nos alimentos, podendo levar a criança a ter anemia.
- Você também pode aproveitar receitas que seu filho gosta para adicionar alimentos novos. Faça um alimento que ele goste e adicione cenoura ralada ou tomate picadinho, enfim torne a refeição mais nutritiva.
- Lembre-se de que, para melhorar a alimentação de seu filho, é preciso antes de mais nada melhorar os hábitos alimentares da sua casa. Avalie se os alimentos que fazem parte do cardápio familiar são realmente saudáveis.



Fonte: Nutrição da Gestação ao Envelhecimento - Márcia Regina Vitolo, 2008

segunda-feira, 6 de junho de 2011

INTOLERÂNCIA  A LACTOSE

É a incapacidade de aproveitarmos a lactose, ingrediente característico do leite ou derivados (laticínios).





 

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA INTOLERÂNCIA À LACTOSE?
Os sintomas mais comuns são a diarréia (ou à vezes constipação), distensão abdominal, gases, náuseas e sintomas de má digestão. A severidade dos sintomas dependerá da quantidade de lactose ingerida assim como da quantidade de lactose que seu organismo tolera.

COMO SABER SE VOCÊ TEM INTOLERÂNCIA À LACTOSE?
Em primeiro lugar é muito importante ressaltar que existem níveis variados de intolerância, pois a quantidade da enzima lactase produzida pelo corpo varia de pessoa para pessoa. Algumas pessoas possuem uma deficiência mínima na produção da enzima, ao passo que outras não a produzem. Isto irá afetar o seu nível de intolerância.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE EXAMES EXISTENTES?

1. Tolerância à lactose: a lactose depois de digerida produz duas moléculas: a glicose e a galactose. Para fazer este teste o paciente ingere em jejum um líquido com dose concentrada de lactose e durante duas horas obtém-se várias amostras de sangue para medir o nível de glicose, que reflete a digestão do açúcar do leite. Se a lactose não é quebrada, o nível de glicose no sangue não aumentará e, conseqüentemente, o diagnóstico de intolerância à lactose será confirmado. Este exame não é indicado para crianças pequenas.

2. Inalação de hidrogênio: este exame mede a quantidade de hidrogênio expirado, que em situações normais é bem pequena. O quadro é diferente quando as bactérias do intestino grosso fermentam a lactose (que não foi digerida) e produzem vários gases, incluindo o hidrogênio, que por sua vez é absorvido e chegando aos pulmões e é exalado. Para fazer o exame, o paciente ingere uma bebida com dose concentrada de lactose e o hidrogênio expirado é medido em intervalos regulares. Níveis elevados de hidrogênio indicam uma digestão inadequada da lactose. Este exame não é indicado para crianças pequenas.

3. Deposição de ácidos: trata-se de um exame indicado tanto para crianças pequenas como para crianças maiores. A lactose não digerida é fermentada pelas bactérias do intestino grosso e produzem ácido láctico e ácidos graxos de cadeias curtas e ambos podem ser detectados em uma amostra de deposição.

4. Exame Genético: este é um exame novo, que promete ser a melhor forma de diagnosticar a intolerância à lactose, pois é rápido e não produz sintomas desagradáveis como no caso do exame de ingestão de lactose. Neste exame o paciente retira uma pequena amostra de sangue e seu DNA é estudado para verificar se há mutação em relação à produção da enzima lactase.

COMO TRATAR A INTOLERÂNCIA À LACTOSE
Não existe cura para a intolerância à lactose, mas é possível tratar os sintomas limitando, ou em alguns casos, evitando produtos com leite e seus derivados. Muitas pessoas com IL conseguem ingerir leites deslactosados, produtos com baixo teor de lactose ou até mesmos fermentados sem sentir os sintomas da intolerância à lactose.
Uma outra opção bastante comum é o uso de cápsulas de lactase, um suplemento alimentar que auxilia na digestão da lactose.

REPOSIÇÃO DE CÁLCIO
Uma das maiores preocupações para pessoas com intolerância à lactose é adotar uma dieta que suplemente os nutrientes encontrados no leite, principalmente o cálcio. Cerca de 70% do cálcio da alimentação humana vêm do leite e seus derivados. Por esta razão, é importante, na medida do possível, manter uma dieta com ingestão de pelo menos alguns produtos lácteos e adaptar na dieta outras fontes deste mineral.

Referência:
International Foundation for Functional Gastrointestinal Disorders – www.iffgd.org